Salvador: Como se explica a derrota que ACM Neto impôs ao time de Lula, Dilma e Wagner

Deve-se dar o desconto à mágoa que leva o deputado federal Nelson Pelegrino (PT) a maldizer a fatia do eleitorado que deu a cadeira de prefeito a seu adversário ACM Neto (DEM) em Salvador.

Compartilhar – Raul Monteiro (Tribuna da Bahia) – Tribuna da Imprensa – Salvador – terça-feira, 30 de outubro de 2012 | 19:37

A voz embargada e a fisionomia de desamparo exibidas pelo petista na segunda-feira eram o retrato fiel da dor que a derrota lhe provocou e merece sincero respeito.

Mas Pelegrino é vítima de si próprio ou da sua incapacidade de montar um discurso substancial e articulado para a cidade nesta campanha.

Achar que a tese do alinhamento (ao governo estadual e federal) seria suficiente para guindá-lo à chefia do Thomé de Souza só demonstrou a ingenuidade ou o despreparo do candidato e de todo um partido e seus mentores. Primeiro, porque se trata de uma concepção obsoleta e datada, construída habilmente num dado período histórico com objetivos eleitorais pelo maior adversário de todos os tempos das esquerdas baianas.

Foi ACM, o avô, que a lançou com a inteligência, a competência política e o senso de oportunismo que a história não lhe negam. Na época, era a melhor isca para dar ao seu grupo, pela primeira vez em tempos democráticos, a capital baiana, que havia passado por duas administrações catastróficas em seqüência, a de Fernando José (PMDB) e a de Lídice da Mata (PSB). Funcionou e garantiu a vitória, no grupo carlista, a Antonio Imbassahy, que se reelegeria, exibindo seus resultados, quatro anos depois.

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PECADO MORTAL

O alinhamento é vazio porque comete o pecado mortal de desconsiderar o espírito libertário e autonomista do soteropolitano que a eleição de Lideres, por exemplo, e a do próprio João Henrique (PP), na sucessão de Imbassahy, ainda sob a égide de ACM, provariam mais uma vez e que, lamentavelmente, foi de forma solene desconsiderado por dois estrangeiros – o ex-presidente Lula e a presidente Dilma Rousseff.

No afã de ajudarem a qualquer custo o correligionário Pelegrino, superestimando seu próprio poder e carisma, Lula e seu ex-poste, que hoje parece estar querendo piscar com luz própria, se dividiram em espetáculos de grosseira, chantagem e intimidação ao eleitorado da capital que não precisavam constar em suas biografias.

Mas o alinhamento se mostrou mais do que ineficaz, um verdadeiro tiro no pé, também pelo que impôs de reflexão imediata sobre a colaboração entre as instâncias de poder municipal, estadual e federal. Ora, a tese acabou desnudando os resultados de uma administração estadual petista de seis anos de capacidade de execução frágil e que não se faz sentir em Salvador nem na Bahia, quando o assunto é mobilizar o governo federal em defesa dos baianos.

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PERGUNTA-SE

Cabe perguntar: Em oito anos de governo, que presente deu o então presidente Lula a Salvador e à Bahia que permanece na memória de soteropolitanos e baianos?

Há algum ministro aí na equipe de Dilma que seja da Bahia, indicado pelo governo estadual? Trocando em miúdos: Alinhar é bom quando se percebem resultados práticos e públicos, coletivos. Não o das intimidades, comentadas nas colunas sociais, em que se propala o prestígio pessoal dos mandatários com quem chefia a nação.

Elementar, companheiros petistas!

Por que alinhar se o alinhamento parcial (ou pessoal) já existente (entre o governo estadual e federal) não acrescenta ou agrega nada ao patrimônio simbólico e material do baiano?

Mas houve um outro equívoco que Pelegrino passou a fazer com aspecto descontrolado na campanha do segundo turno. Esqueceram de avisar a ele que o carlismo morreu com ACM num processo iniciado com a eleição de Jaques Wagner, que, confirmando o féretro, ainda tratou de absorver vários ex-carlistas em seu governo.

Querer dar vida a um fenônemo histórico que desvaneceu com seu criador não é atributo de quem se considera um deus.

Mas de quem, antecipadamente, revela todo o seu desespero numa batalha. Para assombro de um eleitorado que merecia ver respeitada a sua inteligência, assim como a sua vocação histórica para a afirmação de sua independência.

Que precisava ser surpreendido não com o medo, mas com a esperança. Aliás, não foi quem usou o bordão petista que venceu a eleição?

(Artigo enviado por Valter Xéu, do site Pátria Latina)

Raul Monteiro (Tribuna da Bahia)

Tribuna da Imprensa

 

Brasil: As eleições e a tradução dos resultados das urnas

O Globo e a Folha de São Paulo de terça-feira, 30, publicaram matérias importantes sobre resultados das eleições municipais. Maria Lima e Guilherme Vottch, de O Globo focalizaram as vitórias da oposição no Nordeste, principal ponto geográfico do programa Bolsa Família.

Compartilhar – Pedro do Coutto – Tribuna de Imprensa – Urnas -quarta-feira, 31 de outubro de 2012 | 06:20

A FSP, texto sem assinatura, acentua o fato de candidatos de oposição aos atuais prefeitos terem vencido na maioria das cidades, ao contrário do que se verificou no pleito de 2008. A mesma FSP, em reportagem de Erich Decat, revela que a abstenção foi muito menor nos municípios em que houve recadastramento eleitoral. Vamos por partes.

No primeiro caso, não se trata de fenômeno partidário, mas sim administrativo. Os ocupantes atuais dos cargos assumiram pesada carga de compromissos na campanha passada e deixaram a desejar.

Os eleitores preferiram mudar, a seqüência lógica, pois política, como definia o presidente Juscelino, é esperança. Ela se renova, surgem atores, outras propostas.

As vitórias oposicionistas na região nordestina não representam uma contestação à presidente Dilma ou ao ex presidente Lula. São reações a poderes locais. Relativamente ao programa Bolsa Família, não se trata de reação contrária ou ingratidão. É que o eleitorado de menor renda sentiu que o programa encontra-se efetivamente consolidado, de forma a não existir preocupação em consolidá-lo. Ele é, efetivamente, irreversível. Intocável. Podem ocorrer ampliações, não reduções. Uma atitude humana, só revelada pelo voto. Como provavelmente aconteceu.

Quanto à reportagem de Erich Decat, trata-se do processo para o qual sempre focalizo. A abstenção (aparente) cresce à medida que distancia o último recadastramento da eleição que se realiza. Tanto assim que a média nacional foi, sem números redondos de 19%, enquanto caiu à metade nas cidades onde a Justiça Eleitoral promoveu um novo alistamento.

Existirá sempre uma abstenção efetiva, por doença, desinteresse, desobrigação de votar. Porém esses fatores somados não chegam a 19 pontos. Dezenove por cento dividem-se entre os que se situam no primeiro caso e aqueles que morreram no período.

O voto é um instrumento de afirmação. Os eleitores, no fundo, sentem isso. Sabem disso. É quando têm vez e voz. Quando são bem tratados pelos candidatos e pelos partidos. Recebem tratamento condizente com a dignidade humana. São reconhecidos, já que cada voto é um voto. E os grupos sociais de menor renda, que formam a maioria do eleitorado, em seu conjunto tornam-se até mais decisivos no rumo das urnas. No destino dos votos.

Exatamente por isso é que se evidenciam reviravoltas, como a que ocorreu na cidade de São Paulo.

As correntes de renda mais baixa deixam sempre para decidir no final. O ex presidente Lula tem pleno conhecimento dessa mobilidade decisiva. Na sucessão presidencial de 2010, Dilma Rousseff custou a decolar, mas quando decolou, disparou nas pesquisas e na computação dos votos.

Venceu por 56 a 44 de José Serra. Agora, na capital paulista, verificou-se algo semelhante. No final, Fernando Haddad derrotou o mesmo Serra por 55 a 45.

Pedro do Coutto

Tribuna da Imprensa

 

Uruguay: Aseguradoras piden al BCU que indague al Banco República

La Asociación Uruguaya de Empresas Aseguradoras (Audea) enviará hoy al directorio del Banco Central (BCU) una nota solicitando se investigue el proceso por el cual el Banco de la República (BROU) otorgó a la empresa Cosmo un aval bancario por US$ 13,6 millones, a partir de una póliza de la aseguradora argentina Boston Seguros, informó a El Observador el presidente del gremio, Mauricio Castellanos.

Compartir – El Observador – Aseguradoras – 31.10.2012  05:00

Más derivaciones del affaire Pluna

Audea entiende que al mencionarse públicamente en la interpelación del lunes como intermediaria a una empresa aseguradora argentina, “que no está habilitada para operar en Uruguay, mientras todas las empresas nacionales sí lo hacen”, se hace necesario investigar. “Entendemos como sector que es necesario analizar esta situación”, aseguró Castellanos.
Por su parte, desde la oposición se espera la decisión que tomará el gobierno en las próximas horas para evaluar los pasos a seguir. “Si el gobierno compra el boleto se confirmará que hubo connivencia entre el gobierno, y las empresas  Buquebús y Cosmo. Va a estar exonerando a Cosmo de pagar US$ 137 millones mientras que el Estado pierde US$ 13 millones y se tiene que hacer cargo de las deudas de Pluna”, dijo el líder colorado Pedro Bordaberry.
Bordaberry habia dicho el 29 de octubre en El Observador que el Banco República “actuó violando las normas del Banco Central”, ya que debió avisar a la institución para que indagara al grupo económico español.

En tanto, el presidente del directorio blanco, senador Luis Alberto Heber (Unidad Nacional) sostuvo que el aval de la financiera argentina Boston Seguros es violatoria de la ley de seguros ya que no tiene residencia en Uruguay.
Por su parte, el líder blanco Jorge Larrañaga (Alianza Nacional) señaló que el Partido Nacional se dispone a ampliar la denuncia ya realizada ante el juzgado del crimen organizado para que indague los negocios en torno a Pluna.

En la ampliación será incluida una acusación de “abuso de funciones” contra el presidente del Banco República, Fernando Calloia.

Asimismo, desde la oposición se sostiene que la financiera Boston  no está habilitada para desarrollar su actividad en Uruguay ya que se lo prohibe la ley de desmonopolización de seguros que la obliga a “instalarse en el país y ser autorizadas por el Poder Ejecutivo, con el asesoramiento de la Superintendencia de Seguros y Reaseguros”

El Observador

 

Uruguay: Al filo del plazo, el gobierno quiere los aviones y evitar ejecutar el aval

El Ejecutivo asume el costo político de quedarse con el boleto de reserva de Cosmo, lo que aumenta las sospechas de la oposición sobre la legalidad de la garantía

Compartir – El Observador – Negocios Aéreos – 31.10.2012  05:00

El gobierno está dispuesto a asumir el costo político de adquirir el boleto de reserva a la empresa de capitales españoles Cosmo –que ofertó en el remate del 1º de octubre US$137 millones por los siete aviones Bombardier de la ex aerolínea de bandera Pluna– y con ello no ejecutar la garantía de US$ 13,6 millones. El argumento es   ganar tiempo y tener las manos libres para diagramar la salida que considere más conveniente para recuperar la conectividad y que la mayor cantidad de los casi 900 ex empleados de la aerolínea liquidada en julio puedan tener trabajo. Sin embargo, la jugada aumenta las sospechas lanzadas por la oposición sobre presuntas ilegalidades en las incurrió el BROU al otorgar el aval bancario a Cosmo.

La empresa española tiene tiempo hasta hoy miércoles 31 para confirmar o descartar su oferta, pero ya comunicó que no hará uso de la opción. Cosmo también amenazó con iniciar una demanda por considerar que no se generaron las garantías necesarias luego del remate. Eso  fue interpretado en el gobierno como una chicana para negociar la no ejecución del aval.

Todo está en manos del presidente José Mujica. Ayer, el mandatario comentó que debía leer “unos cuantos papeles” antes de tomar una decisión hoy sobre el futuro de los aviones.

Fuentes oficiales explicaron a El Observador que se procuraba sin éxito una comunicación con el representante de la firma española, Hernán Antonio Calvo Sánchez, para concretar un traspaso del boleto de reserva. También intentó hacerlo el empresario argentino Carlos Molinari. Para desprenderse del derecho a ofertar los US$ 137 millones debe estar de acuerdo Cosmo y el fideicomiso que administra los bienes de Pluna Sociedad Anónima, además del interesado. Hasta ayer, el único contacto que pudo mantener el gobierno con Cosmo fue mediante dos de sus abogados, que visitaron la embajada de España en Montevideo en busca de información del tratado de protección de inversiones entre Uruguay y el país europeo, normativa con la cual pretenden iniciar el litigio contra el Estado.

En el gobierno calculan que seguir el camino natural de ejecutar el aval podría generarle más dolores de cabeza y, aunque tenga un costo político alto desistir de cobrar la garantía, le resulta más pragmático poder hacer con los aviones lo que quiera y no depender de la voluntad de una empresa. Para hacerlo, además, ya tiene el respaldo de la bancada de senadores del Frente Amplio.

El lunes a la madrugada en la interpelación a los ministros Fernando Lorenzo (Economía) y Enrique Pintado (Transporte) se aprobó una moción de respaldo a lo actuado por el Poder Ejecutivo, que incluye una sugerencia de analizar un mecanismo por el cual se compre el boleto de reserva. Esa sugerencia fue idea del vicepresidente Danilo Astori, según explicó anoche a Montevideo Portal el senador de Asamblea Uruguay, Carlos Baráibar.

En el gobierno estiman el proceso de ejecución del aval y la solución a una presunta demanda presentada por Cosmo pueden insumir varios meses.

Tras asumir como un fracaso el remate, el objetivo del gobierno ahora es evitar más obstáculos. Una fuente oficial explicó a El Observador que se maneja adquirir los aviones para luego arrendarlos a privados, ya sea una nueva aerolínea de bandera como a las otras que operan en Uruguay (BQB, por ejemplo), y con ese dinero cumplir con las cuotas de los siete Bombardier al Scotiabank. Esa postura fue defendida el lunes por Lorenzo en el Senado. El gobierno maneja también aportar recursos para la creación de una nueva empresa de bandera. Ello podría ser viable con descuentos en el combustible, impuestos y otros beneficios fiscales. Desde hace algunas semanas, varios jerarcas del gobierno repiten como una necesidad inevitable tener que volcar recursos públicos a una nueva empresa aérea de bandera, puesto que el negocio no es rentable y presenta variables de competitividad desleal.

Reclamo y autocrítica

Aunque votó la moción de sugerencia al gobierno para que compre el boleto de reserva, el senador del Movimiento de Participación Popular (MPP), Ernesto Agazzi, insiste con que se ejecute el aval bancario de Cosmo. “Lo que nosotros pusimos no fue que el Estado compre el boleto, sino que acceda al boleto por los mecanismos administrativos adecuados. Para nosotros si alguien se presenta al remate y puso una garantía de U$S 13,6 millones, esa garantía hay que ejecutarla. Para eso presentaron la garantía y para eso se les exigió”, afirmó el senador a radio Oriental. Tanto él, como los demás senadores del MPP, mantuvieron silencio en la sesión del lunes. Agazzi intervino sólo ante una alusión para explicar que su grupo no se maneja por “perfilismo”.

Entrada la madrugada del martes, cuando el debate se había reavivado en el Senado con la moción del oficialismo, el senador Baráibar se descolgó con un planteo aislado del resto de su bancada. “Yo lo digo con todas las letras: nos equivocamos con la ley (que habilitó el remate). Como el presidente (del Senado, Danilo Astori) reconoció que se equivocó en 2007, nos equivocamos con la ley, en parte, no en todo”, confesó.

El Observador 

 

Declaran alerta en central nuclear de EU por ‘Sandy’

El aumento en el nivel de agua provocó la emergencia en la planta de Oyster Creek, de Nueva Jersey; se han enviado inspectores a otras nueve centrales para prevenir riesgos

Compartir – Ciudad de México | Martes 30 de octubre de 2012 EFE | El Universal 00:01

El fenómeno dejó sin luz a al menos 2.8 millones de personas en once de los 23 estados. (Fotogalería Reuters)

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‘Sandy’ golpea con fuerza la costa este de los Estados Unidos

Advierten de peligroso oleaje e inundaciones en ciudades de EU.

El Centro Nacional de Huracanes de EU informó que ´Sandy´ de categoría 1 se fortaleció mientras avanzaba a la costa a un ritmo de 30 kilómetros por hora. Está previsto que genere oleaje peligroso y vientos huracanados

El regulador nuclear estadounidense, el NRC, declaró una alerta en la central nuclear de Oyster Creek, en Nueva Jersey, por el aumento de los niveles de agua en las tomas del complejo.

La central, activa desde 1969 y la más longeva de Estados Unidos, ya estaba bajo suspensión programada y se espera que con la bajada de los niveles de agua la situación se normalice. La NRC ha enviado inspectores a otras nueve centrales para prevenir riesgos en los reactores nucleares.

La llegada a tierra del huracán “Sandy” esta noche dejó al menos 13 muertos en Estados Unidos y Canadá, zonas costeras del noreste estadounidense bajo las aguas, cerca de 6 millones de personas sin electricidad y sumió en la parálisis un área de unos mil 600 kilómetros.

“Sandy” tocó tierra al sur del estado Nueva Jersey sobre las 20 hora local, donde dejó ciudades anegadas, olas gigantes y fuertes ráfagas de viento de hasta 150 kilómetros por hora que prometen convertir este huracán en uno de los más fuertes y extensos que han impactado jamás en la zona.

Redenominado por el Centro Nacional de Huracanes como un “ciclón postropical”, nada más tocar tierra la depresión perdió la rotación y la energía que le proveía el Atlántico, pero durante toda la noche azotó la costa este de EU con dureza.

Los efectos de “Sandy” se notaron desde Washington DC, la capital del Gobierno, hasta Nueva York, centro financiero mundial, pasando por estados más al oeste como Virginia Occidental, donde se registraron fuertes nevadas, o más al norte, en Canadá, donde una mujer falleció golpeada por un cartel que arrancó el viento.

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El Universal

Uruguay: “Comando anti zoológico” ingresó en la madrugada a Villa Dolores

Sobre las 6 de la mañana de ayer, a pocas horas de que Villa Dolores iniciara los festejos de su centenario, un “comando anti zoo” ingresó al parque, realizó grafiteadas y se robó un tucán. La Intendencia hizo la denuncia ante la Seccional 10ª de Policía.

Compartir – Andrés López Reilly – El País digital – Villa Dolores – 29.10.2012

En su centenario. Realizó grafiteadas, abrió jaulas y se llevó un animal.

La seguridad del zoológico de Villa Dolores volvió a verse vulnerada tras el ingreso de un “comando antizoológico” al predio, hecho que ocurrió sobre las 6 de la mañana, según confirmó a El País el prosecretario de la Intendencia de Montevideo, Jorge Rodríguez.

El grupo hizo grafiteadas y también se robó un tucán, “posiblemente para liberarlo”, se informó.

Según Rodríguez, el predio tiene tres serenos.

En la misma mañana de ayer, la comuna retiró las pintadas, que llegaron hasta las letras del Zoo que se encuentran a la entrada, a una considerable altura, confirmaron fuentes municipales.

El edil nacionalista Edison Casulo, quien ha realizado varias denuncias sobre el estado de los animales en el principal zoológico de la capital, dijo a El País que los desconocidos también abrieron las jaulas de los hurones y los zorrillos, por lo que los animales terminaron mezclados.

Tanto Rodríguez como la responsable de la División Artes y Ciencias de la IMM (directora de los zoológicos municipales) Ana Knobel, dijeron a El País no tener conocimiento de que esto hubiera ocurrido.

El sábado a la noche, en la “previa” a los festejos del centenario de Villa Dolores, decenas de personas se movilizaron hasta el lugar para protestar por el maltrato a los animales.

Según el edil Casulo, “la tesis de un grupo comando ecologistas que copa un zoológico en plena zona urbana de Montevideo es poco probable y francamente trasnochada”.

“Creo que pudo ser alguien que no esté en su sano juicio, extremistas, que los hay. Pero no creo que sean defensores de los animales”, opinó el edil Casulo.

Ayer el ingreso a Villa Dolores fue gratuito por las celebraciones del centenario. En el marco de estos festejos, se abrieron las puertas de una interesantísima muestra de elementos que pertenecieron al matrimonio de Alejo Rossell y Rius y Dolores Pereira, entre los que se encuentran esculturas, armaduras completas, candiles de bronce, mobiliario y vestimenta.

Sin embargo, apenas traspasando el portón de entrada, lo que más llamó la atención fue un automóvil: el segundo que llegó al Uruguay, un “Delin” belga de 1899, perteneciente a los antiguos dueños del parque.

Pero era evidente que el personal municipal y policial estaba atento a otras cosas. Subsistía el temor por otro “atentado” contra las instalaciones.

Según el edil herrerista Edison Casulo, lo que ocurrió ayer confirma las “fallas en la seguridad” y “le enciende una luz de alerta a la intendenta Ana Olivera, ya que en el zoológico hay más seres vivos que pueden estar en la mira de las redes del tráfico ilegal de animales, en especial aquellos más requeridos por tener amenazada su supervivencia en el planeta”.

“Ante ello, la rigurosa vigilancia y la presencia policial se imponen. Con la situación de la jaula abierta del hipopótamo le mandamos a la Intendencia el 21 de agosto pasado una solicitud para que revisara los sistemas de seguridad de Villa Dolores, porque constatamos varias fallas”, agregó el legislador departamental.

“Sin embargo la única inversión que vimos fue la publicitaria en medios y centenares de libros a todo color sobre el proyecto de un nuevo zoológico. En los últimos dos años no pasó nada. Y de eso tienen que hacerse cargo”, destacó.

Cambios.

La semana pasada se anunció la unificación de la gestión de Villa Dolores, el Parque Lecocq y el Museo Dámaso Antonio Larrañaga.

Según la IMM, esto tendrá distintas ventajas, como el mejor aprovechamiento de los recursos económicos, tecnológicos y humanos, y la potenciación de la capacidad de investigación. De acuerdo al proyecto, a comienzos de 2013 se eliminarán las jaulas de los tigres.

“La zona a la que en broma llamamos `el Comcar` es lo primero que tenemos que eliminar, pues esas jaulas no son adecuadas para que vivan allí los animales”, dijo la directora municipal Ana Knobel.

Dos tristes tigres enjaulados

Detrás de la jaula del tigre, en un habitáculo de tres metros de largo por 1,5 de ancho en el que es alimentado y obtiene un poco de sombra, el animal daba ayer giros sin detenerse. Estaba intranquilo, con la lengua afuera y ni siquiera miraba el amasijo de carnes y grasas que estaba junto a su ventana enrejada.

“Qué divertido”, comentó un niño que lo apreciaba a través de esa pequeña abertura. “Para él no debe ser divertido estar encerrado, mi amor”, le respondió su padre. La madre del pequeño anotó: “Le deben poner madera (en el piso) para que no se lastime las patas”. “No es divertido”, insistió el hombre.

Inmediatamente, se aproximó otro niño con sus padres. “El tigre quiere vernos”, comentó. “No, ninguno quiere vernos, están ahí porque no tienen más remedio”, dijo el padre. La mujer lo recriminó: “Bueno, pero tampoco se lo digas así”. Y el hombre puso fin a la conversación: “Ya sé, pero quiero que entienda”.

Una mujer pasó en ese momento frente a la jaula con amigas y se limitó a decir: “Sí, estamos en desacuerdo con que estén acá”.

Habían pasado solo cinco minutos desde el primer comentario y otro niño se acercó a observar al tigre. “¿Por qué está dando vueltas?”, le preguntó a su padre. “Porque no tiene otra cosa que hacer”, respondió el adulto.

En la jaula de al lado, una tigresa camina con mucha dificultad, da pena.

Un informe firmado por el responsable del zoológico, Fernando Cirillo, en poder de El País, explica que la hembra vino del zoológico de Durazno y llegó con problemas de descalcificación, por lo que hubo que someterla a diferentes tratamientos.

“Hoy en día es un animal con secuelas de su patología de crecimiento, lo que se observa en su tamaño que no es el que debe tener, deformaciones de su columna vertebral y en sus miembros, lo que la lleva a un caminar defectuoso”, señala.

Robos

En marzo de este año se robaron un guacamayo que la Policía pudo recuperar después, en la zona del Parque Rodó. Una vecina del zoológico fue la que alertó a los serenos, tras escuchar ruidos en la madrugada. Los ladrones lograron atravesar las rejas, rompieron el candado de la jaula donde estaba el animal y se lo llevaron. Se trata del único ejemplar rojo que posee el zoológico y su valor en el mercado negro puede ascender a los US$ 2.500.

Otro caso sonado fue el de la denuncia que hicieron los propios vecinos sobre el robo de cabras para prácticas religiosas, que eran retiradas envueltas en sábanas por encima de los muros.

El edil nacionalista Edison Casulo también recordó que “se les han escapado animales; recordemos el lobo marino paseando alegremente por la calle Buxareo rumbo a la playa o el oso hormiguero haciendo turismo urbano por la calle 2 de Mayo, o más recientemente la jaula abierta del hipopótamo”.

Este último caso fue denunciado por Casulo, quien ingresó hasta el lugar donde se encuentra el hipopótamo -un animal potencialmente peligroso- grabando con su celular todo el recorrido.

El tucán robado ayer pertenece a una especie en peligro de extinción y puede tener un costo de varios cientos de dólares en el mercado.

Andrés López Reilly

El País Digital

Un plan de caza de terroristas muestra que EE.UU. seguirá agregando nombres a sus listas de asesinatos

Durante los últimos dos años, el gobierno de Obama ha estado desarrollando en secreto un nuevo plan para perseguir terroristas, una lista de objetivos para la próxima generación llamada “matriz de disposición”.

Compartir – Greg Miller – The Washington Post – Rebelión – Del Terror – 29-10-2012

La matriz contiene los nombres de presuntos terroristas ordenados según un recuento de los recursos a utilizar para rastrearlos, incluidas sentencias selladas y operaciones clandestinas.

Traducido del inglés para Rebelión por Germán Leyens

Funcionarios estadounidenses dicen que la base de datos tiene el propósito de ir más allá de las actuales listas de asesinatos, delineando planes para la “disposición” de sospechosos más allá del alcance de los drones estadounidenses.

Aunque la matriz es un trabajo en curso, el esfuerzo por crearla refleja un escenario de realidad en las filas del contraterrorismo de la nación: Las guerras convencionales de EE.UU. se están desacelerando, pero el gobierno espera seguir agregando durante años nombres en sus listas de asesinato o captura.

Entre altos funcionarios del gobierno de Obama, existe amplio consenso de que es probable que semejantes operaciones se extiendan por lo menos por una década.

En vista de la forma en que al Qaida se sigue expandiendo, algunos funcionarios dicen que no se vislumbra un final claro.

“No es posible que matemos a todo el que quiera dañarnos”, dijo un alto funcionario del gobierno. “Forma parte necesariamente de lo que hacemos… No vamos a terminar en 10 años y obtener un mundo en el que todos se den las manos y digan: ‘Amamos a EE.UU.’”

Esa línea de tiempo sugiere que EE.UU. ha llegado solo al punto medio de lo que se conoce como la guerra global contra el terrorismo.

Las listas de ataque que se consideraron medidas finitas de emergencia después de los ataques del 11 de septiembre de 2001, constituyen ahora instalaciones fijas del aparato nacional de seguridad.

Los ficheros se expanden y contraen al ritmo de los ataques de drones, pero nunca llegan a cero.

Mientras tanto, surge amenazadoramente un hito significativo: La cantidad de combatientes y civiles muertos en la campaña de drones durante los últimos 10 años excederá pronto de 3.000 personas según ciertos cálculos, sobrepasando la cantidad de personas que al Qaida mató en los ataques del 11 de septiembre.

El gobierno de Obama ha pregonado sus éxitos contra la red terrorista, incluida la muerte de Osama bin Laden, como logros representativos que hablan a favor de la reelección del presidente.

El gobierno ha dado pasos vacilantes hacia una mayor transparencia, reconociendo formalmente por primera vez el uso por EE.UU. de drones armados.

Menos visible es la medida por la cual Obama ha institucionalizado la práctica altamente confidencial de asesinatos selectivos, convirtiendo elementos ad hoc en una infraestructura de contraterrorismo capaz de sustentar una guerra al parecer permanente.

Los portavoces de la Casa Blanca, del Centro Nacional de Contraterrorismo, la CIA y otras agencias se negaron a comentar sobre la matriz u otros programas de contraterrorismo.

Hay funcionarios que reconocen en privado que el desarrollo de la matriz forma parte de una serie de actividades, en Washington y en el exterior, para empotrar los instrumentos de contraterrorismo en una política de EE.UU. a largo plazo.

El consejero de contraterrorismo de la Casa Blanca, John O. Brennan, quiere codificar el enfoque del gobierno de generar listas de captura/asesinato como parte de un esfuerzo más amplio para guiar a futuros gobiernos a través de los procesos de contraterrorismo adoptados por Obama.

El director de la CIA, David H. Petraeus, presiona a favor de una expansión de la flota de drones armados de la agencia, dijeron los funcionarios estadounidenses.

Esta propuesta, que necesitaría la aprobación de la Casa Blanca, refleja la transformación de la agencia en una fuerza paramilitar y deja claro que no tiene la intención de desmantelar su programa de drones y volver a su enfoque previo al 11 de septiembre en la recolección de inteligencia.

El Comando Conjunto de Operaciones Especiales de EE.UU. [JSOC], que realizó la incursión que mató a bin Laden, ha transferido equipos de comandos a presuntos puntos álgidos terroristas en África.

Un tosco puesto avanzado de EE.UU. en Yibuti se ha transformado en una rampa de lanzamiento de operaciones de contraterrorismo en todo el Cuerno de África y en Medio Oriente.

El JSOC también ha establecido un centro secreto de fijación de objetivos al otro lado del Río Potomac en Washington, dijeron algunos funcionarios estadounidenses actuales y antiguos.

Las células de elite de fijación de objetivos han estado tradicionalmente ubicadas cerca de las primeras líneas de sus misiones, incluidos Irak y Afganistán.

Pero el JSOC creó una fuerza de tareas de la “región de la capital nacional” que está a 15 minutos de la Casa Blanca para que pueda estar involucrada más directamente en las deliberaciones sobre las listas de al Qaida.

Estos hechos fueron descritos por actuales y antiguos funcionarios de la Casa Blanca y del Pentágono, así como de agencias de inteligencia y contraterrorismo. La mayoría habló bajo condición de anonimato debido a lo delicado del tema.

Estos componentes de contraterrorismo se han basado en un fundamento legal de asesinatos selectivos que el gobierno de Obama ha discutido con más amplitud durante el año pasado.

En una serie de discursos, funcionarios del gobierno han citado bases legales, incluida la autorización del Congreso para el uso de fuerza militar otorgado después de los ataques del 11 de septiembre, así como el derecho de la nación a la autodefensa.

Los críticos afirman que esas justificaciones se han debilitado a medida que la campaña de drones se ha expandido mucho más allá del núcleo central de operativos de al Qaida responsables de los ataques en Nueva York y Washington.

Dichos críticos también señalan que el gobierno todavía no confirma la participación de la CIA o las identidades de los que fueron asesinados.

Ciertos ataques se cuestionan en la actualidad desde el punto de vista legal, incluidos los asesinatos del año pasado en Yemen del miembro de al Qaida Anwar al-Awlaki, nacido en EE.UU., y de su hijo de 16 años.

Expertos en contraterrorismo dijeron que la dependencia de asesinatos selectivos se “autoperpetúa” y que produce innegables resultados a corto plazo que pueden ocultar costes a largo plazo.

“El problema del drone es que es como tu cortadora de césped”, dijo Bruce Riedel, ex analista de la CIA y consejero de contraterrorismo de Obama. “Hay que cortar el césped permanentemente. En cuanto se deja de cortar vuelve a crecer”.

Una base de datos en continuo desarrollo

EE.UU. lleva a cabo actualmente múltiples programas de drones, incluidas patrullas militares reconocidas por EE.UU. en zonas de conflicto en Afganistán y Libia y vuelos de vigilancia secretos de la CIA sobre Irán.

Los ataques a al Qaida, sin embargo, se realizan según programas letales secretos que involucran a la CIA y el JSOC. La matriz fue desarrollada por el Centro Nacional Antiterrorista [NCTC] bajo el antiguo director Michael Leiter para aumentar las listas de asesinatos separadas pero solapadas de esas organizaciones, dijeron los funcionarios.

El resultado es una sola base de datos, en continuo desarrollo, en la cual están catalogadas biografías, ubicaciones, asociados conocidos y organizaciones afiliadas.

Igualmente lo están las estrategias para desbaratar los objetivos, incluyendo solicitudes de extradición, operaciones de captura y patrullas de drones.

La decisión de Obama de cerrar las prisiones secretas de la CIA acabó con un programa que se había convertido en una fuente de menosprecio internacional, pero también complicó la persecución de los terroristas.

A menos que un sospechoso apareciera en la mira de un drone en Pakistán o Yemen, EE.UU. tenía que esforzarse para decidir qué hacer.

“Teníamos un problema de disposición”, dijo un ex funcionario de contraterrorismo estadounidense involucrado en el desarrollo de la matriz.

Se pretende que la base de datos identifique contingencias y cree un menú de operaciones que defina el papel de cada agencia en caso de que un sospechoso aparezca en un lugar inesperado.

“Si está en Arabia Saudí, que lo detengan los saudíes”, dijo el ex funcionario.

“Si viaja en el exterior a al-Shabaab [en Somalia] lo podemos detener mediante barcos. Si está en Yemen, matarlo o hacer que los yemeníes lo detengan”.

Los funcionarios se negaron a revelar las identidades de los sospechosos incluidos en la matriz. Mencionaron, sin embargo, la captura el año pasado del supuesto operativo de al Qaida Ahmed Abdulkadir Warsame en la costa de Yemen.

Warsame fue detenido durante dos meses a bordo de un barco estadounidense antes de que lo transfirieran a la custodia del Departamento de Justicia y lo presentaran ante un tribunal federal de Nueva York.

“Warsame era un caso clásico de ‘¿Qué vamos a hacer con él’?” dijo el ex funcionario del contraterrorismo. En casos semejantes, la matriz contiene planes que incluyen qué navíos estadounidenses se encuentran en la vecindad y qué acusaciones deberían ser preparadas por el Departamento de Justicia.

“Evidentemente, había gente en Yemen que teníamos en la matriz”, así como otros en Pakistán y Afganistán, dijo el ex funcionario del contraterrorismo.

La matriz era una manera de estar listos si se movían. “¿Cómo encaramos a esos sujetos en tránsito? No íbamos a disparar un drone si circulaban por Turquía o Irán”.

Los funcionarios describieron la matriz como una base de datos para desarrollo, aunque su estatus no está claro. Algunos dijeron que no se ha implementado porque es demasiado engorrosa.

Otros, incluidos los funcionarios de la Casa Blanca, del Congreso y de las agencias de inteligencia, la describieron como un proyecto que podría ayudar a EE.UU. a adaptarse a la estructura transformista de al Qaida y a sus esfuerzos por explotar la agitación en el Norte de África y Medio Oriente.

Un año después de que el secretario de Defensa, Leon E. Panetta, declarara que el núcleo central de al Qaida está cerca de la derrota estratégica, los funcionarios ven una serie de amenazas emergentes más allá de Pakistán, Yemen y Somalia, los tres países donde han tenido lugar casi todos los ataques de los drones de EE.UU.

La Primavera Árabe ha trastocado la cooperación contraterrorista de EE.UU, en algunos países, incluyendo Egipto, donde los funcionarios de EE.UU. temen que al Qaida pueda echar nuevas raíces.

La afiliada de esa red en el Norte de África, “al Qaida del Magreb Islámico”, se ha apoderado de territorio en el norte de Mali y ha adquirido armas de contrabando a través de Libia.

“Egipto me preocupa siempre”, dijo un alto funcionario del gobierno. “Mirad Libia, Argelia y Mali y luego a través del Sáhel. Se trata de espacios territoriales tan amplios, con fronteras abiertas y capacidades militares, de seguridad e inteligencia prácticamente inexistentes”.

Perfeccionando los asesinatos selectivos

La creación de la matriz y la institucionalización de las listas de asesinato/captura reflejan un cambio al mismo tiempo psicológico y estratégico.

Antes de los ataques del 11 de septiembre de 2001, EE.UU. era reticente a la idea de los asesinatos selectivos. La comisión del 11 de septiembre informó sobre de que el gobierno de Clinton había dejado pasar una serie de oportunidades de atacar a bin Laden en los años anteriores a los ataques, antes de la existencia de los drones armados.

El presidente Bill Clinton aprobó una serie de ataques de misiles crucero en 1998 después de los atentados de al Qaida a la embajadas de África Oriental, pero después de vastas deliberaciones el líder del grupo escapó del peligro.

En la actualidad los asesinatos selectivos son tan rutinarios que el gobierno de Obama ha pasado gran parte del año pasado codificando y ajustando los procesos que los sustentan.

Este año, la Casa Blanca eliminó un sistema en el que el Pentágono y el Consejo Nacional de Seguridad tenían roles superpuestos en el análisis de los nombres que se agregaban a la lista de objetivos de EE.UU.

Ahora el sistema funciona como un embudo, que comienza con propuestas de media docena de agencias y se va restringiendo a través de capas de revisión hasta que las revisiones propuestas se colocan sobre el escritorio de Brennan y después se presentan al presidente.

Los llamados en videoconferencia que antes eran convocados por el almirante Mike Mullen, entonces jefe del Estado Mayor Conjunto, ahora son discontinuos. Los funcionarios dijeron que Brennan consideró que el proceso no deberían dirigirlo los que aprietan el gatillo en los ataques.

“Lo que ha cambiado es que en lugar de que lo haga el jefe, John dirige la reunión”, dijo Leiter, exjefe del NCTC.

El gobierno también ha elevado el papel del NCTC, que estaba concebido como un organismo calificador de datos de amenazas y no tiene capacidad operativa.

Bajo Brennan, que fue su director fundador, el centro ha emergido como coordinador de ataques.

Otras entidades tienen muchos más recursos concentrados en al Qaida. La CIA, el JSOC y el Comando Central de EE.UU. tienen cientos de analistas dedicados a la franquicia de la red terrorista en Yemen, mientras el NCTC tiene menos de dos docenas. Pero el centro controla una función clave.

“Es el guardián de los criterios”, dijo un ex funcionario del contraterrorismo estadounidense. Quiere decir que está a cargo de seleccionar nombres de las bases de datos de al Qaida para las listas de los objetivos basándose en criterios dictados por la Casa Blanca.

Los criterios son confidenciales pero se centran en temas evidentes: ¿Quiénes son los dirigentes operativos? ¿Quiénes son los facilitadores clave?

Un pedido típico de la Casa Blanca dirigirá al NCTC a generar una lista de operativos de al Qaida en Yemen involucrados en la realización o la planificación de ataques contra personal de EE.UU. en Saná.

Las listas se revisan a intervalos trimestrales regulares durante reuniones en la sede del NCTC que involucran a analistas de otras organizaciones, incluyendo a la CIA, el Departamento de Estado y el JSOC.

Los funcionarios subrayan que esas sesiones no equivalen a la aprobación de adiciones a las listas de asesinato, una autoridad que está limitada exclusivamente a la Casa Blanca.

Si no hay objeciones –y los funcionarios dicen que han sido raras– los nombres se presentan a un panel de funcionarios del Consejo Nacional de Seguridad presidido por Brennan que incluye a los directores adjuntos de la CIA y del FBI, así como a máximos funcionarios del Departamento de Estado, el Pentágono y el NCTC.

Obama aprueba los criterios para confeccionar las listas y los ataques de drones fuera de Pakistán, donde las decisiones de cuándo disparar las hace el director de la CIA.

Pero aparte de la presencia de Obama en las reuniones del “Martes de Terror” –que generalmente se dedican a la discusión de amenazas y tendencias del terrorismo en lugar de la aprobación de objetivos– la participación del presidente es más indirecta.

“El presidente nunca iría a una reunión de adjuntos”, dijo un alto funcionario de la administración, aunque hubo participantes que recordaron casos en los cuales Brennan salió de la sala para obtener instrucciones de Obama sobre temas que el grupo no podía resolver.

El proceso de revisión se comprime, pero no se deja de lado, cuando la CIA o el JSOC tienen información convincente y un marco muy estrecho para atacar, dijeron los funcionarios. Este enfoque también se aplica al desarrollo de criterios para los “ataques firmados”, que permiten a la CIA y al JSCO atacar objetivos sobre la base de modelos de actividad –carga de un vehículo con explosivos, por ejemplo– incluso cuando las identidades de los que serían muertos no son conocidas.

Un enfoque según modelos

Para tratarse de un gobierno que es el primero en adoptar los asesinatos selectivos en una amplia escala, los funcionarios parecen sentirse confiados en que han elaborado un enfoque que sea tan sano burocrática, legal y moralmente, que las futuras administraciones seguirán el ejemplo.

Durante el debate presidencial del lunes, el candidato republicano Mitt Romney dejó claro que continuará con la campaña de drones. “No podemos salir de esto matando”, dijo, pero agregó posteriormente que Obama tenía “razón al aumentar el uso” de ataques de drones y que él hará lo mismo.

A medida que Obama se acerca al final de su período, los funcionarios dijeron que la lista de asesinatos en Pakistán ha disminuido a menos de 10 objetivos de al Qaida, de una cantidad previa de dos docenas. La agencia apunta ahora muchos de sus ataques de Predator a la red Haqqani, a la que acusan de atacar a las fuerzas de EE.UU. en Afganistán.

En Yemen, la cantidad de combatientes de la lista ha variado entre 10 y 15, dijeron los funcionarios, y no es probable que vaya a bajar pronto a un solo dígito, aunque este año ha habido 36 ataques aéreos estadounidenses.

La cantidad de objetivos de las listas no es fija, dijeron los funcionarios, pero fluctúa cuando se ajustan los criterios. Los funcionarios defendieron el sistema aunque reconocen que hay una erosión en el calibre de los operativos colocados ante las miras de los drones.

¿Es tan buena la persona que actualmente ocupa el Número 4, como la que ocupaba ese número hace siete años? Probablemente no”, dijo un ex alto funcionario de contraterrorismo involucrado en el proceso hasta principios de este año. “Pero eso no significa que no sea peligroso”.

Al concentrarse en refinamientos burocráticos, la administración ha evitado en gran parte la confrontación con temas más fundamentales respecto a las listas.

Las dudas internas sobre la efectividad de la campaña de drones son casi inexistentes. Lo mismo vale para las alternativas evidentes.

“Cuando uno se basa en una táctica particular, comienza a convertirse en el centro de su estrategia, se puede ver la bocanada de humo y desaparece”, dijo Paul Pillar, ex director adjunto del centro de contraterrorismo de la CIA. “Cuando institucionalizamos ciertas cosas, incluidos los asesinatos selectivos, se cruza un umbral que dificulta que se vuelva atrás”.

Durante una década, las dimensiones de la campaña de drones han sido impulsadas por objetivos a corto plazo: la degradación de al Qaida y la prevención de un ataque subsiguiente, en gran escala, en suelo estadounidense.

Es más difícil medir los efectos secundarios –incluida la medida en la que los ataques generan más enemigos de EE.UU.– pero las consecuencias serán más importantes si la campaña continúa durante 10 años más.

“Estamos ante algo potencialmente indefinido”, dijo Pillar. “Tenemos que prestar una atención particular, tal vez más de lo que lo hemos hecho colectivamente hasta ahora, a los pros y los contras a largo plazo de los métodos que utilizamos”.

Los funcionarios del gobierno de Obama han tratado a veces de provocar debate sobre durante cuánto tiempo puede la nación emplear las listas de asesinatos.

Pero los funcionarios dijeron que las discusiones se convirtieron en calles sin salida.

En un caso Mullen, exjefe del Estado Mayor Conjunto, volvió de Pakistán y relató un acalorado enfrentamiento con su homólogo, el general Ashfaq Parvez Kayani.

Mullen dijo a los funcionarios de la Casa Blanca y del contraterrorismo que el jefe militar paquistaní había exigido una respuesta a una pregunta aparentemente razonable: Después de cientos de ataques de drones, ¿cómo es posible que EE.UU. siga trabajando según una lista de “los 20 principales”?

El tema volvió a aparecer después de la incursión estadounidense que mató a bin Laden.

En el intento de reparar una desavenencia con Pakistán Panetta, director de la CIA, dijo a Kayani y a otros que a EE.UU. le queda solo un puñado de objetivos y que podría reducir la campaña de drones.

Un alto asistente de Panetta rebatió este hecho y dijo que Panetta mencionó la reducción de la lista de objetivos durante su viaje a Islamabad pero no presentó la perspectiva de que los ataques de drones puedan terminar. Dos ex funcionarios estadounidenses dijeron que la Casa Blanca dijo a Panetta que evitara toda mención de compromisos que EE.UU. no estuviera dispuesto a cumplir.

“No queríamos entrar al tema de listas ilimitadas”, dijo un ex alto funcionario de contraterrorismo de EE.UU. que pasó años supervisando las listas.

“Existe este aparato creado para encarar el contraterrorismo. Sigue siendo útil. La pregunta es: ¿cuándo dejará de ser útil? No lo sé”.

Karen DeYoung, Craig Whitlock y Julie Tate contribuyeron a este informe.

The Washington Post

Greg Miller

Fuente: http://www.washingtonpost.com/world/national-security/plan-for-hunting-terrorists-signals-us-intends-to-keep-adding-names-to-kill-lists/2012/10/23/4789b2ae-18b3-11e2-a55c-39408fbe6a4b_print.html

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