Brasil: Pelo terceiro dia, índios mantêm bloqueio a canteiro de obras de Belo Monte

Manifestação contra a construção da usina de Belo Monte em frente ao Congresso Nacional

 Da Agência Brasil  – Sul21 – Compartilhar

Sem alcançar um acordo satisfatório com a empresa Norte Energia, índios jurunas continuam bloqueando a estrada que dá acesso a um dos três canteiros de obras da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, megaempreendimento no Rio Xingu, próximo a Altamira (PA).

O protesto entrou nesta quarta-feira (9) em seu terceiro dia. Representantes da Norte Energia e dos jurunas voltarão a se reunir esta tarde para negociar o fim do bloqueio.

A primeira reunião ocorreu ontem (8), mas, ao fim de três horas,

terminou sem nenhum avanço.

 Segundo a assessoria do Consórcio Construtor Belo Monte (CCBM), responsável pela obra, apenas caminhões transportando combustível e alimentos para os trabalhadores alojados no próprio canteiro de obras e o pessoal de limpeza e segurança estão sendo autorizados pelos índios a entrar em Sítio Pimental, canteiro a cerca de 69 quilômetros de Altamira e onde trabalham aproximadamente 4 mil funcionários diretos e terceirizados.

Ainda de acordo com a assessoria, nenhum ato de violência física ou dano ao empreendimento foi registrado desde o início do bloqueio, na madrugada de segunda-feira (7). A assessoria diz não ser possível mensurar o tamanho do prejuízo causado pela paralisação, mas adianta que, ante os prazos de conclusão dos trabalhos, os três dias não causam um grande impacto. A previsão é que a usina comece a operar em 2015.

Embora tenha provocado a interrupção total dos serviços em Sítio Pimental, o bloqueio não afetou o acesso aos outros dois canteiros de obras: Canais e Diques, que fica na mesma estrada vicinal, a chamada Travessão 27, mas antes de Sítio Pimenta; e Sítio Belo Monte, a cerca de 30 quilômetros do local do bloqueio.

Procurada, a Norte Energia informou, em nota, que os índios se queixam de que as obras deixaram as águas do Rio Xingu turvas, impedindo-os de pescar. Ainda segundo a empresa, os índios exigiram, inicialmente, R$ 300 mil a título de compensação ambiental e mais a construção de poços artesianos nas aldeias para liberar a pista.

Compartilhar – Sul21 – Agência Brasil – De logo ali – 09/01/13 | 15:11

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